O crime acabou revelando um forte esquema de tráfico de drogas que abastecia o presídio de Barão de Cocais
Um motorista de padaria tentou matar o próprio filho de 3 anos com um
tiro na cabeça na manhã de ont, (25). O crime acabou revelando um forte
esquema de tráfico de drogas que abastecia o presídio de Barão de
Cocais. Depois de disparar um tiro na testa da criança, o pai, o
motorista Maikson Antônio Apolinário, de 26 anos, se matou pulando de um
pontilhão da 70 metros de altura fora da cidade.
Para a surpresa dos policiais militares que socorreram a criança,
Maikson trabalhava fazendo entregas para uma padaria da cidade, que
fornece alimentação para a instituição prisional, onde entregava
maconha, celulares e chips escondidos dentro das garrafas térmicas de
café. Maikson também era usuário de drogas e desde sábado vinha mantendo
a mulher e o filho em cárcere privado, trancados em um quarto.
O sargento Rogério Dias e o cabo Arthur Magalhães, da 57ª Companhia da
PM de Barão de Cocais, contam que a mulher do motorista os procurou por
volta das 5h pedindo socorro. Ela havia levado várias coronhadas na
cabeça e conseguiu escapar do agressor. “Ela sangrava muito e a levamos
para o hospital”, conta o sargento Rogério.
A vítima disse aos PMs que desde as 14h de sábado era mantida presa com o filho. “Ela alegou que por duas vezes eles saíram de carro e foram até uma localidade conhecida como antigo lixão. Quando saíam de casa pela terceira vez, a mulher conta que deu um chute na porta do carro e saiu correndo gritando por socorro. Os vizinhos saíram e Maikson arrancou o carro e fugiu levando o filho”, explica o policial.
Quando os militares deixavam o hospital para procurar o motorista e a
criança, o dono da padaria onde ele trabalhava recebeu um telefonema do
funcionário dizendo que estava em uma localidade conhecida por Castro,
onde passa um pontilhão da linha férrea de 500 metros de comprimento e
70 metros de
“Achamos o carro abandonado, com o motor ligado e os faróis acesos.
Ainda era escuro. No banco da frente, estava a criança sangrando muito,
com uma perfuração de tiro na testa, ainda com vida. Socorremos o garoto
imediatamente, deixamos no hospital e voltamos para o pontilhão para
continuar as buscas. Por volta das 6h, encontramos o motorista morto
debaixo do pontilhão, por onde ele andou até a metade e pulou.
Dentro do Fiorino da padaria, usado para entregas em empresas e no presídio, peritos de Itabira encontraram 14 buchas de maconha, mais dois tabletes da mesma droga, quatro celulares e quatro chips, tudo enrolado em plástico transparente, dentro da garrafa térmica de café de 9 litros. “Segundo apuramos, a droga seria entregue às 6h da manhã no presídio de Barão de Cocais, horário que ele entregava o café da manhã”, conta o sargento Rogério.
A mulher do motorista contou que o seu casamento estava em crise há
muito tempo, que ela já havia se separado do marido duas vezes e
voltaram a viver juntos. Segundo ela, ele usava muita droga e era muito
ciumento. “Ela conta que ele passou o sábado usando cocaína o tempo todo
enquanto a mantinha com o filho em cárcere privado.
A polícia local suspeita que há muito tempo o motorista vinha
fornecendo drogas e celulares para os presos. Maikson já tinha passagens
pela polícia por porte ilegal de armas. Um comparsa dele, que no sábado
foi visto por duas vezes entregando uma sacola com a droga na casa do
motorista, também foi preso. Argos Alceu Muniz da Cruz, que completou
ontem 25 anos, tem várias passagens por furto, uso e tráfico de drogas,
segundo a PM.
A arma usada para atirar na criança foi localizada perto do Fiorino e
apreendida. A Polícia Civil vai instaurar inquérito para apurar o
possível envolvimento de outras pessoas no tráfico de drogas. O garoto
de 3 anos baleado foi transferido para a capital em um helicóptero do
Corpo de Bombeiros. Segundo a assessoria de imprensa do Hospital João
XXIII, ele foi submetido a cirurgia e seu estado de saúde é grave.
Informações: Site uai.com.br

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